Como surgiu a Polymer Clay

A baquelite, um plástico antigo, foi elaborada em 1905, pelo químico belga-americano Leo Hendrik Baekeland (1863-1944).

Trata-se de um produto plástico e integra o grupo das resinas fenólicas (polímeros termofixos), sendo uma forma inicial de argila de polímero. Contudo, pelo fato de ser inflamável, em virtude da base de fenol, acabou sendo descontinuada.

Nessas idas e vindas de formulações, uma delas chegou ao conhecimento de uma fabricante de bonecas, a alemã Käthe Kruse, em 1939, não sendo utilizada industrialmente. Ao invés disso, Kruse deu um pouco à sua filha Sophie, apelidada de “Fifi”, que fez uma modelagem de argila, com êxito.

Em 1954, foi lançada no mercado com o nome de Fimoik, comercializada em lojas de brinquedos, para que o público infantil modelasse suas próprias criações.

Na sequência, esta formulação foi então vendida para Eberhard Faber e foi rebatizada com o nome “FIMO” (“FIfi’s MOdeling compound”) ou Composto de modelagem, em Português, em homenagem à Fifi.

A Polymer Clay, no sentido literal, argila de polímeros, é internacionalmente conhecida e, no Brasil, algumas pessoas a conhecem como cerâmica plástica, espécie de massa de modelar. Sua constituição consiste em Polímero Policloreto de Vinila – PVC; óleos plastificantes; pigmentos e aditivos auxiliares, enfim, uma substância macia para ser moldada, porém suficientemente firme para conservar o formato idealizado, após a cura ou endurecimento, no forno, que pode ser elétrico ou até mesmo, o do fogão tradicional, embora não seja aconselhável porque, como resultado da queima, há um desprendimento de partículas de polímeros, que aderem ao forno e com certeza irão se desprender do mesmo e se depositarem nos alimentos, logo, iríamos ingerir comida com partículas, ainda que mínimas, de plástico.

Quando crua, possui a consistência de massa, possibilitando a modelagem do que a sua imaginação permitir. Após curada ou assada, torna-se resistente mas, ao mesmo tempo, flexível e muito leve, o que lhe confere durabilidade e conforto para quem utiliza as peças confeccionadas, no caso, por exemplo, de bijuterias.

Como trabalhar a massa

A argila de polímero precisa ser condicionada, amaciada antes do uso. Isso envolve amassar a argila, manualmente, com rolinho apropriado ou com máquina de massas, daquelas usadas para macarrão. Assim são rompidas quaisquer aderências de partículas de resina.

Após esse processo, a argila ficará flexível até que as partículas voltem a aderir. O mais aconselhável, é que se faça este condicionamento numa área de trabalho plana, numa placa de vidro ou num azulejo grande, sem relevos e, se for fosco, tanto melhor, para que não transfira brilho para as peças, o que também pode ser evitado, utilizando uma folha de papel sulfite por cima do azulejo ou vidro. O uso destas duas bases, garante a maciez, elasticidade e evita rachaduras.

A cura acontece a uma temperatura por volta de 130°C durante 15 a 30 minutos, conforme o tamanho da peça e instruções de uso de cada marca de polymer clay, pois cada uma possui suas próprias peculiaridades, variando temperatura e tempo no forno.

Após a secagem ou cura, estando resfriada a peça confeccionada, ela aceita brocas para furos, lixas, polimento e verniz, mas não é qualquer tipo de verniz e sim o apropriado para cada marca de polymer clay.

A polymer clay é utilizada para confeccionar uma variedade de peças, como bijuterias, esculturas e o que mais a sua imaginação permitir, não há limite. Trata-se de material atóxico, hipoalergênico e pode ser lavado com água e sabão, após a cura é claro e, é resistente à água, podendo ser usada no mar ou piscina.